BILHETAGEM ELETRÔNICA INTELIGÊNCIA NO TRANSPORTE

Muitos de nós não se lembram de como era o funcionamento do transporte há alguns anos. Entretanto, sabemos que era muito diferente do que temos hoje. O primeiro ônibus da cidade de São Paulo, por exemplo, começou a circular em 1911, através da Companhia Transportes Auto Paulista. O veículo era o Saurer com capacidade para apenas 25 passageiros e sem horários nem itinerários fixos. Mesmo recentemente ( até cerca de um ano e meio), o sistema de cobrança era manual.
Embora sem nenhuma possibilidade de ter crédito contabilizado, na década de 1980 vieram os cartões com tarjas magnéticas, que tinham capacidade de grande armazenação e podiam ser lidos nos equipamentos que os validassem. Assim, o sistema de transporte começou a ficar tecnológico.
Com a chegada dos cartões inteligentes, o smart card, todas as informações ficaram mais amplas, complexas e detalhadas e logo puderam ser utilizadas no dia a dia do transporte, o que possibilitou a criação de relatórios para gerenciamento da empresa de ônibus.
Esse foi um dos assuntos do XIV Congresso e Exposição Internacionais de Tecnologia da Mobilidade SAE Brasil 2005, realizado em novembro, em São Paulo. Com base no painel “O mercado de telemática no Brasil: um cenário de desafios e muito sucesso”, o diretor-presidente da APB Prodata Brasil, João Ronco Junior, falou sobre a bilhetagem eletrônica, cobrança automática de tarifa que, durante muito tempo, era feita manualmente em ônibus, em estações rodoviária e ferroviária e que de um tempo para cá passou a ser feita através de bilhetes ou cartões e smarts cards. Tudo isso é possível porque o usuário utiliza o cartão inteligente recarregável para o pagamento da passagem.
Através do Bilhete Único são realizadas cerca de 12,5 milhões de transações diárias no Brasil. Segundo Ronco Junior, é possível fazer um relatório um pouco mais complexo com essa tecnologia avançada. Por exemplo: saber o número de passageiros transportados num determinado trecho do percurso, as gratuidades e assim otimizar as linhas. “O Sistema de Bilhetagem Eletrônica é um dos modelos mais eficazes de controle e automação para ônibus entre todos os que operam no Brasil. Além da arrecadação automática de tarifas, possibilita aumentar a segurança para os usuários e operadores ao diminuir, de maneira expressiva, o volume de dinheiro dentro dos ônibus”, explicou o gerente geral de informática da São Paulo Transporte S/A (SPTrans), Gerson Luiz Martines.
Ronco Junior comentou também na sua apresentação que o próximo passo da bilhetagem eletrônica será o uso integrado das tecnologias de GPS (Global Positioning System) e GPRS ( General Packet Radio Service), para transmissão de dados online. “Algumas linhas já operam em caráter experimental com essas tecnologias. Com o GPRS, as tarifas são creditadas em tempo real, o que elimina a necessidade do motorista ‘descarregar’ o validador sempre que o ônibus chega na garagem”, ressalta o executivo.
Presente em algumas capitais do mundo, o sistema de bilhetagem eletrônica aos poucos está se popularizando na América Latina, e, se falarmos em tendência, esta pode ser qualificada como um dos maiores cases de sucesso da aplicação da tecnologia de RFID no cotidiano, comentou o gerente da SPTrans.
Se seguirmos essa linha de tendências tecnológicas, dentre diversas inovações, os dois executivos comentaram que algumas empresas estão se interessando em utilizar o private label como o próprio cartão de ônibus e até mesmo para pagar contas em farmácia, ou seja, agregar aplicações com terceiros.

Fonte: Revista CardNews, ano X, Número 118, dez/2005 - Por Marina Bonini e Renata Castro, pg. 42



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